terça-feira, 18 de março de 2014

Um pouco de não.

Há tempos que escrevo e apago. Apago e escrevo, acabo não escrevendo nada.
Bem na certa eu guardo para mim. Aquilo que me cabe, aquilo que penso, aquilo que é meu. 
Não sei se perdi a empolgação, pelo sim e pelo não, sinto apenas que cansei. 
Cansei se ler o que há aqui, cansei de expor o que gostaria. Descobri que não chego a lugar algum.
Cansei de ser quem eu era, cansei de falar o que eu falava, cansei de pensar como eu pensava, cansei de mim.
Mas também cansei de ler as "canseiras" que escrevem por ai. 
Ninguém é melhor do que ninguém, mas tem escrita que cansa. Tem plágio que desencanta e tem gente que esgota de tanta "cenoura" que diz.
De certa que eu também cansei muitos, talvez os mesmos que me cansaram. Mas me rendi. 
Me rendo! Me rendo! Me rendo!
Por que aprendi que murro em ponta de faca só machuca a mão, apesar de sujar a faca.


quarta-feira, 6 de março de 2013


Hugo Chávez morre e vira herói. Chorão morre e vira vilão.
Vamos pensar...
Chorão não era um Chico Buarque, realmente. Também não era uma pessoa muito equilibrada, muito menos referência em amplo aspecto. Mas ele retratava da sua forma uma realidade muito atual, suas músicas são de um contexto muito moderno por retratarem aquilo que boa parte dos nossos jovens passam e sentem ou algo que precisam ouvir para passar a sentir. E isto minha gente, isto é arte, isto é poesia.
Além rock por si só nunca trouxe um bom samaritano, todos nossos ídolos vem de contextos conturbados e de histórias de vida difíceis, como se isso já não bastasse, nascem com alma de artista e uma sensibilidade aflorada.  Não culpem o artista por sentir demais, culpe o mundo por fechar os olhos, os ouvidos e por perder o tato.
Antes de tomar como verdade o que a mídia mastiga pra você, tente analisar os fatos ou então deixe de fazer algum comentário.

Quanto a Chávez, ele esta muito longe de ser um herói, convenhamos!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

E eu...?


"O rato come o queijo,
O gato bebe o leite,
e eu... "

Eu só assisti o filme "O Palhaço" a umas duas semanas atrás. Desde então, fiquei pensando... E eu?

Cheguei a conclusão que dentre as tantas coisas que poderia responder para eu mesma, não adiantaria eu tentar fugir... Eu sou chata.

Apesar de tentar lutar contra minha chatice, sempre me pego sendo chata. Mas é tudo uma questão de ponto de vista, pros outros eu sou chata por que tenho idéias malucas, por que vejo os detalhes que não querem ver, por que aponto o erro que esta escondido, por que falo mais do que eu deveria, por que sou muito "certinha" em alguns pontos, e completamente fora da "casinha" em outros pontos, por que eu sou eu mesma e consigo dizer sim ou não quando eu bem entendo. Ou talvez seja por que eu pense demais, fale demais, reflita demais.
Ou simplesmente por que as pessoas pensam que eu penso que sou mais do que eu sou, quando na verdade eu penso que não sou nada e só sou chata com tudo isso por que estou tentando ser alguém ou chegar a algum lugar.

E tem gente que diz: "Pra você o problema esta no mundo"

E é verdade, eu acredito mesmo nisso, pelo simples fato que eu sinta que todo mundo se interpreta de forma completamente errada. Por que ao mesmo tempo que se complica, se quer facilitar.

Como? Como eu vou caber num mundo, onde não há lugar pro louco, louco como eu que só quer um minuto de atenção para tentar explicar o real intuito do dito, do feito, do eu.

Por isso ando meio ausente, presa no meu mundo, onde vejo todo mundo e mais ninguém olha pra mim.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ídolo de quem?


Algumas pessoas me perguntam o que sinto falta nas músicas de hoje.
A resposta não é nada simples, falta muita coisa!
Eu sei que não sou ninguém e talvez não tenha pauta para falar sobre isso, acreditem eu sei que não sei nada sobre música, mas mesmo sendo ninguém e tendo perdido muitos momentos maravilhosos da música e ainda desconhecendo outros, falando como uma mera aprendiz (e serei eternamente), sei e sinto que falta sinceridade, falta emoção, falta sentido e sentimento. 
Veja bem, a música acompanhou momentos importantes da história do mundo, promoveu revoluções e evoluções, o rock por si só movimentou o mundo inteiro, revoltou o mundo inteiro em busca de liberdade, verdade e acima de tudo em busca de um espaço. Depois de tudo isso, a música merecia no mínimo ser valorizada, mas infelizmente tudo isso para chegarmos aos dias de hoje e você aceitar esse sertanejo nojento e sem sentido, esse rock safado e sem vergonha que te apresentam. 
Hoje todo mundo quer ser um grande artista, sinto dizer que não são, as suas contas bancárias não refletem o seu talento artístico, mas sim sua infelicidade hipócrita ao acreditar que se tornou um grande ídolo, ídolo de quem? Ídolo do vazio, ídolo de pessoas que como você buscam um sentido na vida e se frustram ao não encontrar após trilhar um longo caminho e chegar em lugar algum.
Não julgo ninguém, apenas o momento que estamos vivendo. 
Fico triste pelo mundo, mas eu sou feliz por conhecer artistas de verdade que continuam na luta estrada a fora, correndo atrás de suas gravações e realizações independentes. Sou feliz por conhecer bandas e músicos de verdade, que se preocupam apenas em ser o que realmente são e que se permitem sentir e nos passar estes sentimentos nós trazendo além de tudo músicas com contexto e conteúdo. Dessas bandas eu sou fã e pago o maior pau mesmo, por que valem a pena. 
Parece estranho estar falando isso, sendo uma "produtora" e permanecendo no pé de meus produzidos para trilharem o caminho "certo". Acontece que é neste momento que você descobre um grande artista, ele pode até tentar seguir seus conselhos, mas vai seguir acima de tudo o seu instinto, seu próprio corpo vai puxa-lo pro lado certo, desde que ele saiba se ouvir.

Não se cria um grande artista, ou você nasce um ou eu sinto muito, tente o quanto quiser e morra na praia cedo ou tarde. De qualquer forma, musicalmente falando, mamães coloquem uma dose de boa música na mamadeira de seus bebês, aproveitem e leiam para eles bons livros e belos poemas!