sábado, 8 de novembro de 2014

Certas coisas, coisas certas. Coisas certas, certas coisas.

Quando o passado custa a passar ainda que o futuro demore a chegar, tem ferida que abre e é melhor fechar. Tropeço em fatos, fotos e causos, em sorrisos e até uma dose de felicidade. Pedaços que já não são mais. Ah! Tem hora pra tudo, mas nem sempre sabemos a hora de dizer adeus. Às vezes você simplesmente não quer ir. Tudo bem, dessa vez eu quis e fui e aqui estou. Nem tudo tem fim, mas ao que tiver fim melhor que o tenha.
Aos sorrisos e felicidades que vivi, mando aquele abraço saudoso. Já às lágrimas e tristezas, deixo apenas o fechar dos olhos e o último suspiro ou ainda a última memória.

Se isso fosse poesia seria grande, mas é apenas um texto pequeno.

sábado, 5 de julho de 2014

Apenas, ona.

Quero que o tempo volte.
Quero que tudo volte.
Por favor, alguém me ensina a pilotar essa roda gigante?!
Enquanto o vento soa, o meu tempo ecoa e passa.
Eu sei que passa,  sinto seus passos.
Quero um pouco de felicidade, mas em que porta bato para lhe encontrar?
Eu precisei dar um passo para trás e agora tenho medo de dar um passo à frente.
Direita ou esquerda?
Onde esta a estrela que guia?! 
Tinha serenidade em mim. 
Hoje tem só saudade do equilíbrio que me deixou.
Eu pulei na frente do trem, me arrebentei.

   

domingo, 25 de maio de 2014

Os Jardins

Naquela rua nada havia de flores, os jardins só eram feitos de grama simples que volta e meia era cortada, mas que vivia desgranhada. Certo dia, uma moça sem muito esmero, sentiu-se só e entristecida. Então, buscou companhia em uma pá e encheu as unhas de terra.
Não podia fazer nada sofisticado, havia apenas um meio quadrado de grama em seu jardim. Mas o encheu com gérberas coloridas e algumas margaridas que logo fizeram companhia à uma ainda pequenina árvore primavera, de folhas bem verdes e flores em tom de rosa avermelhado.
Ao alto da casa, logo se pode ver as alamandas roxas caindo do canteiro, vislumbrando a pequena árvore na entrada e as rosas em um quase invisível canteiro. Nada havia de mais, mas fora feito com tanto amor e regados com toda a esperança de que um dia tudo iria despontar e florescer.
E foi assim que aconteceu, eram regadas todos os dias e com toda a preocupação que se podia ter, logo se pode ver o primeiro jardim da rua. E nem os cachorros tentavam ruir aquele pequeno espaço de chão que ganhou cores em um breve tempo de dedicação.
Certo dia, não muito longe, um vizinho também resolveu plantar, e em seguida outro e outro. Mas ninguém se falava, ninguém se via. Os jardins conversavam sozinhos. Um deles  ficou robusto, tão cheio de coisas que parecia querer falar alto. Outro, nem tanto, mas ainda assim lotado de pétalas de flor. E então, a rua estava toda colorida. Quem é que poderia imaginar que algum dia aquela rua ganharia vida?!
Mas aquele jardim, daquela menina que fora o primeiro, ainda era de se indagar. Como podia simplicidade aquela, ainda assim chamar toda atenção. E logo todos começaram a se conhecer para descobrir que é que se punha naquele jardim para ficar assim.
Em uma certa noite, fria e cinza, sem luar e sem estrelas, o amor se foi, os sonhos também. O coração ficou vazio e a alma também. O jardim já não era mais regado, as flores secaram e já não havia alguém. A moça foi embora e deixou o jardim na mão de quem pudesse seu coração encontrar, na esperança de que alguém que não só ela o pudesse regar e cuidar. O jardim ainda esta lá, com as árvores desfloridas e com as plantas secas, como o amor de alguém que não fora regado e cultivado como se deve.
Mas nem tudo ficou ruim, afinal, a rua toda ainda esta colorida, só falta o toque de vida que só a menina tem.

Ninna Valentini

terça-feira, 18 de março de 2014

Um pouco de não.

Há tempos que escrevo e apago. Apago e escrevo, acabo não escrevendo nada.
Bem na certa eu guardo para mim. Aquilo que me cabe, aquilo que penso, aquilo que é meu. 
Não sei se perdi a empolgação, pelo sim e pelo não, sinto apenas que cansei. 
Cansei se ler o que há aqui, cansei de expor o que gostaria. Descobri que não chego a lugar algum.
Cansei de ser quem eu era, cansei de falar o que eu falava, cansei de pensar como eu pensava, cansei de mim.
Mas também cansei de ler as "canseiras" que escrevem por ai. 
Ninguém é melhor do que ninguém, mas tem escrita que cansa. Tem plágio que desencanta e tem gente que esgota de tanta "cenoura" que diz.
De certa que eu também cansei muitos, talvez os mesmos que me cansaram. Mas me rendi. 
Me rendo! Me rendo! Me rendo!
Por que aprendi que murro em ponta de faca só machuca a mão, apesar de sujar a faca.